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Mais de metade dos alojamentos familiares anteriores a 1960 não sofreram obras de renovação para melhor eficiência energética
Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento realizado em 2025 indicam que mais de metade dos agregados familiares residentes em alojamentos construídos antes de 1960 (54,7%) referiram não ter havido qualquer renovação visando mais eficiência energética apesar de ser necessária. O custo financeiro foi o motivo principal.
Os resultados do Inquérito às Condições de Vida e Rendimento relativos a 2025 indicam que os alojamentos construídos há mais tempo tendem a concentrar mais população em risco de pobreza do que os alojamentos mais recentes. Os agregados familiares em risco de pobreza ocupavam 30,1% dos alojamentos construídos antes de 1945 e 11,4% dos alojamentos construídos após 2015.O custo financeiro é determinante para a não realização das renovações
necessárias nos alojamentos. Os resultados dos Censos 2021 revelaram que
cerca de 14% dos alojamentos familiares clássicos de residência
habitual foram construídos antes de 1960, 65% entre 1961 e 2000 e os
restantes 21% entre 2001 e 2021.
O custo financeiro constitui o motivo mais apontado pelas famílias para a não realização de renovações necessárias nos alojamentos, em particular para as que vivem em risco de pobreza: 90,1%, o que compara com 77,9% para a população que vive acima do limiar de pobreza (8 679 euros).
De acordo com o INE, 7,5% (6,9% para as pessoas que vivem acima do limiar de pobreza). Os danos desta natureza afetaram mais os residentes em áreas urbanas (7,7% nas áreas predominantemente urbanas e 6,6% nas áreas mediamente urbanas) em comparação com as áreas rurais (6,0%).
90% com carro a gasóleo ou gasolina
O estudo mostra ainda que os agregados familiares com crianças valorizam mais a proximidade a espaços verdes públicos. Em 2025, 44,9% das famílias sem crianças residiam a menos de 400 metros de um espaço verde público, com a proporção a aumentar para 47,0% para as famílias com crianças.
Um quarto da população (25,6%) relatava ter efetuado pelo menos uma viagem de avião na Europa nos últimos 12 meses, para fins particulares ou profissionais. Nas deslocações para fora da Europa, a proporção reduzia-se para 9,3%. Para 18,0% da população, o destino dado ao telemóvel quando este se danifica foi a reciclagem.
Mais de um quinto das famílias residentes em alojamentos construídos após 2015 (21,6%) beneficiaram de pelo menos uma medida de renovação com vista à melhoria da eficiência energética.
A condição de pobreza também se revela diferenciadora das condições habitacionais: em particular, a taxa de sobrecarga das despesas em habitação da população em risco de pobreza era mais de oito vezes a taxa observada na restante população: 24,4% e 2,9%, respetivamente.
Ainda assim, 90,1% dos agregados familiares em risco de pobreza revelavam estar satisfeitos ou muito satisfeitos com o alojamento.As taxas de sobrelotação e de privação habitacional
severa nas famílias com crianças eram cerca de quatro vezes às dos
agregados sem crianças.
A população em risco de pobreza revelou ter sido mais afetada por danos causados à habitação por causas ambientais ou meteorológicas. De acordo com o INE, 7,5% (6,9% para as pessoas que vivem acima do limiar de pobreza). Os danos desta natureza afetaram mais os residentes em áreas urbanas (7,7% nas áreas predominantemente urbanas e 6,6% nas áreas mediamente urbanas) em comparação com as áreas rurais (6,0%).
90% com carro a gasóleo ou gasolina
O estudo mostra ainda que os agregados familiares com crianças valorizam mais a proximidade a espaços verdes públicos. Em 2025, 44,9% das famílias sem crianças residiam a menos de 400 metros de um espaço verde público, com a proporção a aumentar para 47,0% para as famílias com crianças.
Em 2025, 72,7% dos agregados familiares indicavam separar sempre ou quase sempre embalagens de plástico como garrafas, garrafões ou os frascos do lixo doméstico geral.
Mais de 90% dos indivíduos pertencem a famílias cujo automóvel de uso particular mais recente é movido a gasóleo ou gasolina. Aos automóveis híbridos corresponde uma proporção ligeiramente superior à dos automóveis elétricos: 4,0% e 3,4% respetivamente.